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Compartilhamento de conceitos e experiências dão o tom de capacitação sobre acessibilidade realizada sexta-feira (26)

Primeira turma também aprendeu, na prática, a auxiliar pessoas com deficiência

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publicado: 29/11/2021 08h52 última modificação: 30/11/2021 14h34

“Olá, meu nome é Celina, sou mulher, tenho 1,54 metro, cabelos castanhos em tamanho médio e estou usando uma calça azul e camisa branca de mangas curtas”. Pode parecer estranho, à primeira “ouvida”, tal descrição. Porém, este simples ato pode fazer toda a diferença para a pessoa com deficiência visual, da mesma forma que uma rampa em uma calçada facilita o acesso de uma pessoa que usa cadeira de rodas ou muletas.

Este foi apenas um dos inúmeros aprendizados a que tiveram acesso os servidores que participaram, na manhã de sexta-feira (26), do “Treinamento sobre acessibilidade, envolvendo comunicação/acolhimento”, promovido pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região) e a Escola Judicial do TRT-13.

Com foco no atendimento, acolhimento e atitudes relacionadas à pessoa com deficiência, a capacitação foi realizada no auditório do Fórum Maximiano Figueiredo, sendo a segunda atividade promovida com público presencial desde o início da pandemia da Covid-19. Na próxima sexta-feira (3), o treinamento será voltado a uma segunda turma de participantes e as inscrições podem ser efetuadas clicando aqui.

O juiz auxiliar da Corregedoria, Lindinaldo Marinho, fez a abertura oficial do curso, utilizando o recurso da audiodescrição para se descrever. O magistrado afirmou que a inclusão social pressupõe que todo ser humano tem direito à educação, saúde, cultura, lazer, assistência social, acesso à informação e meios de transporte. “Para pessoas com deficiência, a palavra inclusão tem um significado de oportunidades iguais de cuidados. É preciso atentar para a necessidade da adoção de medidas tendentes a quebrar as barreiras com relação ao acolhimento para pessoas com deficiência”, enfatizou.

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Por sua vez, a chefe da Seção de Gestão de Acessibilidade e Inclusão do TRT-13, Márcia Valério, salientou que a capacitação é uma importante ferramenta de aprendizado para a vida. “Agora, é a hora de multiplicarmos o conhecimento adquirido para espalharmos, cada vez mais, a palavra da acessibilidade”, frisou.

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Uma cidade para todos

O curso foi ministrado por Hellosman de Oliveira, que iniciou as explicações com a seguinte provocação: “Onde vemos pessoas com deficiência?”. Dessa forma, o ministrante causou uma reflexão que passou pelo significado de acessibilidade até os principais tipos de deficiências. 

“O ideal é que a cidade seja feita para todos nós, mas existem, ainda, inúmeras barreiras no dia-a-dia de uma pessoa com deficiência, que vão desde as arquitetônicas até as instrumentais e metodológicas. Entretanto, a atitudinal é a principal porque diz respeito a como se recebe e se dialoga com a pessoa com deficiência”, explicou, acrescentando que, atualmente, a tecnologia é uma aliada das pessoas com deficiência. “Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna a vida possível”, disse.

No campo de compartilhamento de experiências, o ministrante convidou a assistente social Fábia Halana Pita, que é uma pessoa com deficiência física. Ela abordou o tema do capacitismo no cotidiano das pessoas com deficiência, explicando o conceito e como evitar ações e termos pejorativos. “O capacitismo vê a pessoa com deficiência com preconceito e como incapaz. Mas a deficiência não é uma doença, e sim uma característica da pessoa. Fazer as atividades comuns não me torna uma heroína”, afirmou.

Outro exemplo trazido na manhã desta sexta (26) foi o de Everton Oliveira, que é uma pessoa com deficiência auditiva, e sua mãe, Gessinette Oliveira, que, a partir da experiência com o próprio filho, tornou-se intérprete de Libras. “Eu e minha filha aprendemos para nos comunicar com Everton. Hoje em dia, somos concursadas como intérprete de Libras”, contou.

Por fim, o grupo passou por atividades práticas para saber como atender, acolher e conduzir uma pessoa com deficiência a partir da deficiência apresentada, ou seja, visual, física, auditiva e mental.

  

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Celina Modesto
Assessoria de Comunicação Social TRT-13