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Mulheres recebem homenagem na Justiça do Trabalho

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publicado: 08/03/2010 15h50 última modificação: 30/09/2016 10h17

Desembargadoras e servidoras da Justiça do Trabalho foram homenageadas na sede do Tribunal Regional do Trabalho. No início do expediente, o Coral 13ª Em Canto, regido pelo maestro Carlinhos Teles surpreendeu as mulheres no hall de entrada da Instituição, apresentando um repertório com 20 músicas selecionadas especialmente para 'elas'.






Além disso, um vídeo produzido e editado pela Assessoria de Comunicação Social do Regional foi exibido. A produção, toda dedicada as mulheres, mostrou cada uma durante expediente em seus setores. Fotografias das servidoras do TRT e do Fórum Maximiano Figueiredo foram postadas na Intranet, a rede interna do Tribunal, juntamente com uma mensagem do presidente, desembargador Edvaldo de Andrade.

Após a apresentação do Coral, o maestro Carlinhos Teles seguiu visitando os setores e cantando músicas dedicadas à mulher.




Especial

Por aniversariar exatamente no dia 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a servidora Maria José Avelino de Oliveira, que ocupa o cargo de Chefe da Portaria do TRT, foi duplamente homenageada. Recebeu das mãos da chefe de gabinete da presidência da Instituição, Ozanete Gondim Guedes Pereira, um buquê de rosas.

Maria José foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Chefe da Portaria do Tribunal. Ela foi escolhida por unanimidade pelos colegas e nomeada pelo presidente do Tribunal, desembargador Edvaldo de Andrade para exercer o cargo até então só ocupado por homens.

Ela é servidora do TRT desde 1992 aprovada em concurso público para o cargo de telefonista e hoje é lotada no setor de Serviços Gerais.

Para os colegas de setor, a escolha de Maria José foi das mais justas. “Além de muito competente, ela é um exemplo de dedicação. É uma pessoa simples, amiga e companheira. Daí sua escolha por unanimidade”, destacou o colega Sebastião Jorge.
 
Mulheres tem presença marcante na Justiça do Trabalho

Entre os juízes, a presença da mulher na Justiça do Trabalho da Paraíba é marcante. São 60 magistrados de 1ª Instância, sendo 23 mulheres, algo já próximo à metade. A diretora do Fórum Maximiano Figueiredo, em João Pessoa, é uma mulher, a juíza Rita Rolim.

Na 2ª Instância, dos oito desembargadores, duas são mulheres. Se a minoria ainda é evidente, as duas mulheres já entraram para a história. O Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba é, até hoje, o único órgão do Poder Judiciário no estado que teve duas mulheres na Presidência. A primeira foi a desembargadora Ana Maria Madruga, no biênio 2003/2004. Já no biênio 2007/2008 o cargo foi exercido pela desembargadora Ana Clara Nóbrega.

As duas são juízas de carreira e, coincidentemente, foram servidoras do TRT, antes de fazerem concurso para a magistratura. A desembargadora Ana Clara Nóbrega disse que quando assumiu a magistratura, a maioria esmagadora era de homens. “Mesmo assim, afirmo que nunca enfrentei obstáculos por ser mulher. Às vezes esta circunstância, na verdade, ajuda, porque, como disse, a mulher tende a ser mais conciliadora.” A desembargadora é, hoje, a mais antiga servidora da Justiça do Trabalho da Paraíba em atividade.



Leia a mensagem do vice-presidente do TRT, desembargador Paulo Maia Filho, que está no exercício da Presidência




O vice-presidente do TRT, desembargador Paulo Maia Filho, que está no exercício da Presidência, saudou as mulheres da Justiça do Trabalho da Paraíba. Em sua mensagem, o desembargador destaca que “a mulher se iguala ao homem nas mais diversas esferas profissionais, e muitas vezes o supera, sem deixar de ser mãe, amiga, mulher, e sem abandonar a leveza, a graça”.

Então, feliz Dia Internacional da Mulher a todas as magistradas e servidoras da 13ª Região. Abaixo a mensagem na íntegra do vice-presidente do TRT, desembargador Paulo Maia Filho.

Mensagem do Dia da Mulher

Muito se passou até que a mulher obtivesse a isonomia de tratamento perante a constituição e a legislação infraconstitucional.

Ante as adversidades de antigamente, não desistiu.

Persistiu em luta renhida contra a sociedade patriarcal, contra a impossibilidade de voto, contra a discriminação no casamento, contra as diferenças que lhe queriam fazer menor.

Hoje, as conquistas lhe fazem maior e melhor.

A mulher se iguala ao homem nas mais diversas esferas profissionais, e muitas vezes o supera, sem deixar de ser mãe, amiga, mulher, e sem abandonar a leveza, a graça.

Ela, agora, transcende os versos do poeta, quando diz que ela possui “uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e  para ser só perdão”. Pode-se dizer que sua beleza, na verdade, vem da alegria de se sentir mulher, atuando num mundo plural.

Como profissional, mãe, esposa ou amiga, ela encontra dificuldades, dores, tristezas e triunfo, para figurar no patamar de glória que ela merece, firmada na certeza e no mistério de ser mulher.