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Magra e Amarga : Coluna de Marcos Lacerda no Correio da Paraíba

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publicado: 01/03/2010 11h34 última modificação: 30/09/2016 10h17

O TRT vem trabalhando com o propósito de melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas, vem desenvolvendo diversos programas, dentre eles o “RH Cuidando de Você” e o “TRT Saudável” (que será lançado brevemente).

Por meio destes projetos, a família TRT tem recebido um cuidado todo especial por parte dos seus gestores, que buscam minimizar os problemas individuais e coletivos, motivando, integrando e melhorando a auto-estima das pessoas.

Foi pensando dessa forma, que o psicólogo Marcos Lacerda resolveu transpor os muros da Instituição para contribuir com uma sociedade mais saudável. Nasceu, assim, a idéia da coluna quinzenal, que trará textos que vão convidar o leitor a refletir sobre questões que ajudam a ter uma vida mais integrada e feliz. Abaixo o texto publicado ontem no jornal Correio da Paraíba.

MAGRA E AMARGA

Marcos Lacerda

Todos nós queremos – e precisamos – ser olhados. É por isso que nos enfeitamos e gastamos rios de dinheiro com roupas e tratamentos que prometem incrementar nossa aparência, pois estar de bem com a própria imagem é fundamental. Entretanto, pergunto-me quem enfiou nas nossas cabeças que só será bonito(a) e olhado(a) quem for magro(a)? Certamente sabemos que a obesidade é uma doença e que, em níveis severos, põe em risco a saúde; mas, não é disto que eu estou falando.

Refiro-me a ditadura da magreza, que afeta (bem menos) os homens e que é particularmente cruel com as mulheres. Hoje, não conheço uma única mulher que não sofra achando que tem que perder ao menos um quilo. É aproveitando-se desse sofrimento feminino, que o comércio engorda seus lucros vendendo dietas milagrosas, shakes e sopas, enquanto a coitada da consumidora, desesperada, segue comendo o pão que o Diabo amassou (aliás, nem isso, porque pão é muito calórico). Mas, será que emagrecer garante que você terá felicidade e amor?

Magreza pode até fazer que você seja um pouco mais cobiçada sexualmente, mas sabe o que fará você uma pessoa verdadeiramente querida? Sua capacidade de ter e de transmitir alegria. Quem nunca teve, no tempo de colégio, aquela amiga com corpo de violão que de tão chata se tornava feia.

Ou aquela gordinha, que nem era tão bonita, mas que por ser animada e comunicativa acabava namorando os garotos mais atraentes. Aliás, é curioso como as gordinhas tendem a ser mais risonhas, espevitadas e quase sempre estão cercadas de amigos interessantes.

Quer um conselho? Aprenda a ficar bem com a sua imagem, sendo você mesma. Ao invés de se matar na academia, experimente fazer o exercício de se conhecer melhor. Tente perceber todas as qualidades que você tem e como elas podem fazer você se relacionar bem consigo mesma e com os outros. A forma como nos sentimos e nos percebemos é algo altamente contagioso. Se você se avalia negativamente, isso respingará em quem está ao seu redor; se você se gosta, os outros mudarão em relação a você.

O que estou dizendo é que, para além do tamanho do seu manequim, o outro enxerga o que o seu estado de espírito projeta. Eu arriscaria dizer que os olhos – do outro – é que são os espelhos da sua alma. Não é a gordura que determina como você será vista; é a sua autoconfiança!

Ao invés de se preocupar em perder três quilos até o próximo final de semana, pare de contar quantas calorias você está comendo e se pergunte quantos sorrisos você está dando. Descubra que sua alegria é mais sedutora do que o tamanho da sua cintura e comemore a vida gargalhando.

Ser uma pessoa leve, não depende do seu peso. Respeite a natureza do seu corpo e tente ser doce e feliz; se você forçar muito sua barra, pode acabar se obrigando a ficar magra, porém amarga.

psicologomlacerda@hotmail.com